4.4 Economia Compartilhada

A economia compartilhada é uma realidade. Em todo o mundo existem exemplos de iniciativas, tanto grandes, como pequenas, que têm na cultura da colaboração e no acesso, os principais pilares do negócio.

“Economia Compartilhada: sistemas que facilitam o compartilhamento de ativos subutilizados ou serviços, gratuitamente ou por uma taxa, diretamente entre indivíduos ou organizações[1].” (RACHEL BOSTMAN, 2015).

O compartilhamento é um resgate de um comportamento humano e representa o capital social em franco desenvolvimento. A tecnologia contribui para este resgate conectando milhões de pessoas e propiciando uma era de inovação sem precedente, principalmente através de dispositivos móveis.

O site de Lisa Gansky lista 9.731 empresas da economia colaborativa, em 132 países, 1622 cidades, em 25 categorias e com faturamento de 8,5 bilhões de dólares americanos[2].

Alguns negócios colaborativos já possuem escala de grandes empresas, como os sempre mencionados Uber e Airbnb. E existem iniciativas incontáveis baseadas na colaboração, a maioria pequenas, como os grupos de desapego[3] sendo formados em bairros e comunidades do Brasil, muitos utilizando o Whatsapp[4], para passar para frente a mais ampla gama de objetos que já perderam a utilidade para o proprietário anterior mas que possuem significados para novas pessoas.

Sempre que compramos algo atribuímos um valor. Depois do uso o valor atribuído pode chegar a zero e o item comprado fica encostado, guardado, sem uso ou vai para o lixo, quando pode existir outra pessoa que atribua valor a este item. O futuro dos negócios é compartilhar (GANSKY, 2011).

“Valor não usado = desperdício

Nos sistemas naturais, o resíduo nunca é desperdiçado. Na natureza, “resíduo” de um sistema é alimento para outro. O desafio em negócios é como recuperar valor de todos os tipos de resíduos, como carros ou equipamentos ociosos. Trata-se de encontrar produtos de valor que possam ser reparados em vez de marcados para o lixo. A Mesh convida e capacita a recuperação daquele “resíduo” como valor.” (GANSKY, 2011, p. 77).

O compartilhamento está liberando ativos, deixando-os disponíveis, transferindo-os para a categoria de bens comuns, para que qualquer pessoa possa usá-los (TAPSCOTT e WILLIAMS, 2011). Estamos presenciando uma nova organização econômica, em torno da abundância e do valor de uso compartilhado, deixando a escassez e a posse para trás (RIFKIN, 2016).

A economia compartilhada pretende mudar o cenário dos negócios, porém nem todos os negócios que surgem deste conceito são necessariamente uma solução para acabar com os problemas do atual modelo de desenvolvimento.

Não existe um componente de sustentabilidade obrigatório na economia compartilhada. Mas o desenvolvimento sustentável possui necessariamente componentes da economia compartilhada. A base para este sistema é a promoção de acesso por uma rede, permitindo o comércio de um bem várias vezes para diferentes pessoas. O compartilhamento, usado de forma complementar da economia circular, representará um grande avanço para um novo modelo de cultura e valor para o mundo dos negócios.

TANTERIOR                                                  TPROXIMO


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